Quer Namorar Comigo?: "Romance no Escuro" emprega linguagem de reality show

 

Olá, internautas

 

O programa “Eliana” estreou, no último domingo (23/05), o quadro “Romance no Escuro”. A nova atração tinha sido pensada, na realidade, como um programa que seria apresentado por Lígia Mendes. Alguém na emissora de Silvio Santos percebeu o equívoco e mudou o rumo. Mesmo com a mudança, os programas já tinham sido gravados com Lígia. A ex-Ídolos aparece em algumas situações que não poderiam ser regravadas. Eliana gravou as “cabeças”, ancora a atração e fica visível a diferença entre as duas profissionais.

 

“Romance no Escuro” tem o objetivo de fortalecer o dominical da loira na guerra de audiência. “Tudo é Possível” apostou no “Troca de Família” e deu certo. O programa do SBT utilizou da mesma estratégia da Record. O novo quadro emprega a linguagem dos reality shows.

 

Rapazes e moças, que dizem buscar namorados e namoradas, ficam confinados em uma belíssima mansão. Eles se conhecem em plena escuridão. Sem cafofo, as câmeras capturam os xavecos e os beijões dos casais. Nos dois episódios apresentados, ficou nítida a preocupação com o aspecto físico. Uma participante afirmou, sem vergonha alguma, que vendeu seu carro para realizar uma cirurgia plástica. Ela turbinou seus seios com silicone. Já o rapaz revelou que a sua pretendente pertencia ao estilo menininha e tinha “uns peitão”. Em plena escuridão, os confinados passam a mão no corpo do outro. Pegação. Bombados, modelos, magras, siliconadas e professores de educação física encaixam no perfil majoritário dos participantes. Pessoas fora do “padrão de beleza” ficam de fora do reality. No segundo episódio, uma moça não foi aceita pelo rapaz por ser “cheinha”. No primeiro, um homem não foi escolhido por ser baixo. Humilhados em rede nacional.

 

Um caso curioso ocorreu nesse domingo (30/05). O sarado Felipe participou do “Romance no Escuro”, mas já tinha buscado uma namorada no “Vai dar namoro”, em “O Melhor do Brasil”. Não será surpresa se ocorrer repetição do elenco entre as duas atrações. Na realidade, esses jovens buscam a fama instantânea.

 

“Romance no Escuro” tem uma boa edição e adapta o tradicional “Namoro na TV” ou “Quer Namorar Comigo?” na linguagem dos shows de realidade. O famoso binóculo de Silvio Santos agora é peça de museu.

 

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio TV às 23h38
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"TV Fama" repaginado transforma celebridades em repórteres

 

Olá, internautas

 

O “TV Fama” passou, recentemente, por uma reformulação. Adriana Lessa e Iris Stefanelli foram afastadas do comando do programa da RedeTV!. Agora, Siri se transformou em repórter. Mirella Santos e Adriana Bombom também entrevistam as celebridades do meio artístico.

 

Isso só reforça a percepção de que é muito mais promissor ficar três meses trancafiado em uma casa ou fazenda do que passar 4 anos em uma Faculdade de Jornalismo. Iris, Mirella e Bombom são mulheres simpáticas e carismáticas no vídeo. Apesar disso, elas enfrentam uma tremenda saia justa ao entrevistar amigos e colegas do meio artístico. Bombom até já declarou que não vai se meter na vida pessoal e focará as atividades profissionais dos entrevistados. Entrevista chapa branca? Além disso, como a ex de Dudu Nobre pode entrevistar de óculos escuros?

 

Já Iris finalmente saiu do estúdio e ficou mais livre no “TV Fama”. Inegavelmente, ela, mais que Bombom e Mirella, recebe um carinho especial dos telespectadores. Muitos ainda não se conformam com a sua derrota no “BBB7”.

 

Flávia Noronha assumiu o comando do “TV Fama” ao lado de Nelson Rubens. O que sobra de carisma para o trio de “repórteres” falta à nova apresentadora. Ela não brilha no espaço e aparece robótica. Adriana Lessa faz falta.

 

Apesar do novo visual e da reformulação, o programa continua no mesmo caminho de focar atores, atrizes e celebridades instantâneas que acrescentam em nada ao telespectador. O novo quadro “Interrogatório” é apenas uma “sucursal” do “SuperPop”. Até um fundo preto é utilizado na entrevista que explora “polêmicas” já batidas e rebatidas, até mesmo pelo programa.  

 

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio TV às 21h15
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Dança, gatinho: Rodrigo Faro ganha força na Record

 

Olá, internautas

 

Em 2008, Rodrigo Faro teve a difícil missão de substituir Marcio Garcia no comando do programa “O Melhor do Brasil”. O carioca passava por um bom momento à frente da atração dos sábados. Marcio resolveu voltar aos domínios da TV Globo com a  promessa de protagonizar uma novela das oito e também apresentar um programa aos finais de semana.  O ator-apresentador sujou sua imagem em “Caminho das Índias” e perdeu toda a força conquistada na Record. Seu programa, até agora, não se concretizou.

 

Já Faro no estilo “bom moço” enfrentou dificuldades para suplantar Marcio. Mesmo assim, a audiência se manteve fiel. A troca de apresentadores não provocou um grande abalo no IBOPE. Sofreu, em algumas oportunidades, uma leve queda.

 

De repente, a diretora Leonor Correa saiu da direção do programa da Record. Ela resolveu ir de mala e cuia para o SBT dirigir “Eliana” quando ocorria o troca-troca de apresentadores que marcou 2009 na TV brasileira.

 

A partir desse momento, Faro conseguiu se firmar, de vez, no comando de “O Melhor do Brasil”. O chumbo trocado entre Record e SBT o beneficiou. A imagem adocicada, que marcou o apresentador até meados de 2009, cedeu espaço para um jeito mais irreverente.

 

“Vai dar namoro”, quadro manjadíssimo de procura de namorados e ficantes, caracterizou essa nova etapa. Faro passou a ser mais livre. Enquanto rapazes e moças se beijam no palco, o apresentador “incorpora” as celebridades musicais e solta a franga. As famosas “dancinhas” hoje são a principal marca de “O Melhor do Brasil”. “Dança, gatinho!”. Uma “bobajada” que alavancou a audiência da Record. Não é raro atingir, nesse momento, 15, 16, 17 e até 19 pontos de pico.

 

Faro atualmente é um dos nomes mais fortes da atual programação da Record.

 

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio TV às 20h59
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Sai Zina, entra Gorete: "Pânico na TV" "brilha muito" na guerra dominical

 

Olá, internautas

 

A guerra dominical continua a todo vapor na TV brasileira. Como já era previsto, o público que gosta dos programas de auditório se dividiu entre o tradicionalíssimo “Programa Silvio Santos” e o desgastadíssimo “Programa do Gugu”. Índices divididos. Nas últimas semanas, Gugu amarga a quarta colocação no IBOPE. O dono do Baú se mantém com fôlego na audiência. Continua sendo o mais assistido da programação do canal.

 

Quem se beneficiou da migração de Augusto Liberato para a Record foi, na realidade,  o “Pânico na TV” que consegue atualmente a vice-liderança com telespectadores mais jovens e aqueles que fogem dos auditórios e “Fantástico”.

 

No início de 2010, o humorístico da RedeTV! perdeu um dos principais trunfos, o eterno corintiano Zina. O quadro do Mano Alfinete e a Vovó não conseguiu alcançar a mesma repercussão do poeta de uma palavra só “Ronaldo”.

 

Mas nunca pode se subestimar a turma liderada por Emílio Surita. Saiu Zina, mas entrou Paula Veludo. A mulher sem dentes virou a maior estrela do programa. Atentos a repercussão, inventaram “Gorete quer ser Gisele” que mostrou a transformação da moradora da Cohab, da periferia de São Paulo.

 

O “Pânico” conseguiu colocar sua marca em um velho quadro que embeleza as mulheres. Gorete rejuvenesceu não só 10 anos, como proposto por aquele programa do SBT, mas sim mais de 15 anos. Sabrina Sato comandou os momentos com o novo fenômeno da TV brasileira. Pé quente. Ano passado, “brilhou muito” com Ronaldo e Zina. 

 

Esperamos que Gorete não siga o caminho de Zina e Natanael (do Sentindo da Pele do "Domingo Legal"), celebridades instantâneas do povo que não souberam aproveitar a oportunidade.

 

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio TV às 21h27
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Bianca Rinaldi não brilha em "Ribeirão do Tempo"

 

Olá, internautas

 

A Rede Record estreou, nesta semana, “Ribeirão do Tempo”, novela de Marcilio Moraes e dirigida por Edgard Miranda. A nova aposta da emissora da Barra Funda é estrelada por Bianca Rinaldi, um dos maiores símbolos da teledramaturgia do canal, desde 2004.

 

A atriz viveu bons momentos em “A Escrava Isaura”, “Prova de Amor” e na saga de “Caminhos do Coração”. Bianca é uma das profissionais que mais apareceram no vídeo nesta década. Desde Pícara Sonhadora, no SBT, a loira emenda uma novela na outra.   

 

Estranhamente, Bianca não brilhou na estreia de “Ribeirão do Tempo”. Extremamente artificial, ela não conseguiu dar vida a sua personagem Arminda. Para piorar a situação, não rolou a chamada “química” com o ator Caio Junqueira que vive o detetive Joca. O par é fundamental para a história.

 

Desta vez, a emissora escalou diversos atores que marcam o elenco recordiano (muitos ex-mutantes), mas mesclou com profissionais recém-contratados, como Victor Fasano, Jacqueline Laurance, Juliana Baroni  e Rodrigo Phavanello. Ocorreu uma certa oxigenação. A Record agora explora uma cidade cenográfica que ambienta Ribeirão do Tempo.  Investimento pesado.

 

Nesses primeiros capítulos, o autor já mostrou que vai abusar do mundo político em pleno ano eleitoral. Isso já ocorreu em 2006 quando a Record veiculou a excelente “Cidadão Brasileiro”. Só que Lauro Cesar Muniz soube dosar esse aspecto em meio aos amores de Antonio Maciel. Muitos telespectadores detestam política e ficarão saturados com o horário político gratuito. Logo nos primeiros capítulos, os diálogos rondavam as questões do Regime Militar no Brasil. Se continuar nesse ritmo, a novela não engrenará.

 

“Ribeirão do Tempo” estreou sem impactar.

 

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio TV às 15h14
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"Passione": Italianada satura novelas brasileiras

 

Olá, internautas

 

Na última segunda-feira (17/05), a TV Globo estreou “Passione”, a mais nova novela das “oito”. A produção já começou com índices fora da meta no IBOPE. 37 no primeiro capítulo. 35 no segundo.

 

Algumas explicações podem servir como justificativa para o fenômeno. A emissora platinada perdeu telespectadores na faixa horária com a exibição da antecessora “Viver a Vida”. Outra razão para o sinal amarelo é a falta de diversidade que acomete algumas produções. Mais uma vez, a Itália serve como pano de fundo. No ano passado, o telespectador já acompanhou “Poder Paralelo” que falava sobre o crime organizado italiano com ligações no Brasil. Agora, “Uma Rosa com Amor” retrata personagens italianos no cortiço do Bixiga. Dá-lhe sotaque de italiano! Enquanto isso, cidades brasileiras que poderiam ser exploradas ficam ao relento. Por que não enfocar a “ponte aérea” SP – Florianópolis? Ou SP-Belém?

 

Somado a isso, a repetição de atores e atrizes piora o panorama. Tony Ramos, pela enésima vez numa novela das oito, Rodrigo Lombardi (recém liberto do inesquecível Raj), Bruno Gagliasso, entre tantas outras figurinhas carimbadas integram o casting de “Passione”. Depois da eterna mocinha Grazi Massafera se aventurar em um papel de vilã, chegou a vez do eterno galã Reynaldo Gianecchini encarar um papel do mal. Tremendo desafio. Será que o telespectador gosta destas mudanças radicais? Com Grazi, o público rejeitou.  Outro ponto que remete ao passado (não tão recente) é o atual rei do lixo Olavo, vivido por Francisco Cuoco. É uma versão contemporânea da rainha da sucata? 

 

Por outro lado, Silvio de Abreu foi muito feliz ao abordar o ciclismo, modalidade esportiva pouco divulgada em telenovelas. Nesses três primeiros capítulos, a história fluiu em um bom ritmo. A qualidade de imagem é a mesma empregada em “A Favorita”. O elenco é recheado de grandes estrelas da Globo, encabeçado por Fernanda Montenegro. Apesar disso, o mais importante para o sucesso será a história desenvolvida pelo autor. Em suas mais recentes obras, Abreu enfrentou dificuldades. "Torre de Babel", apesar de ser uma boa novela, sofreu irregularidade no IBOPE. "As Filhas da Mãe" é para ser esquecida no fundo do baú. "Belíssima" foi um "arroz  e feijão temperado", mas que não provocou grandes emoções.  

 

“Passione” tem o objetivo de despertar a paixão folhetinesca que se encontra adormecida entre os telespectadores da mais nobre faixa horária da nossa TV.

 

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio TV às 11h23
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Dubladores contribuem para sucesso de "Chaves"

 

Olá, internautas

 

Recentemente, dois atores que integram a histórica série “Chaves”, que vai ao ar no SBT por quase 30 anos, estiveram no Brasil. Carlos Villagrán, intérprete de Quico, e Edgar Vivar, o Seu Barriga/Nhonho, participaram de diversos programas da emissora de Silvio Santos e de outros canais. A dupla também protagonizou o Festival da Boa Vizinhança que ocorreu no mês passado, em São Paulo.

 

Eles promoveram, na nossa televisão, a imagem dos personagens criados por Roberto Gómez Bolaños. Apesar disso, quando os atores falam em portunhol para diversos fãs no Brasil, o encanto instantaneamente é quebrado. Muitos indagam: mas esse não é o Quico e nem o Seu Barriga.

 

A razão é bem simples. Os dubladores de “Chaves” contribuíram para o sucesso da produção da Televisa por aqui. No último sábado (15/05), durante o programa “Jovem Pan No Mundo da Bola”, da Rádio Jovem Pan AM, Flávio Prado entrevistou os atores e atrizes que dão voz as criaturas de Bolaños. Durante mais de uma hora, os ouvintes ficaram, de fato, emocionados, muito mais do que com os atores reais.

 

Tatá Guarnieri (Chaves versão desenho), Nelson Machado, Cecilia Lemes, Sandra Mara Azevedo, Carlos Seidl, Martha Volpiani e Osmiro Campos participaram do bate-papo e contaram curiosidades sobre o processo de dublagem. O jornalista esportivo até se empolgou e interpretou Nhonho em uma esquete.

 

Todos eles e mais Marcelo Gastaldi que deu vida ao “Chaves tupiiniquim”, Helena Samara, a Dona Clotidle, e Mario Vilela (Seu Barriga/Nhonho), já falecidos, colocaram um gingado brasileiro na produção mexicana. Os dubladores dão a alma de Chaves, Chiquinha, Quico, Dona Florinda, Seu Madruga e companhia. A turma também empresta suas vozes nas famosas músicas. Que bonita a sua roupa. Que roupinha mucho louca.... Uma prova disso recai no desenho animado que não consegue alcançar o mesmo sucesso da série. Como o dublador do Chaves já morreu, entrou outro e perdeu-se o encanto que sobrevive por  diversas gerações.

 

Os dubladores merecem ser sempre lembrados e reverenciados. Sem eles, “Chaves” não teria alcançado tanto êxito no nosso País.

 

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio TV às 11h35
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Sobre o autor
Fabio Maksymczuk de A. Brito é jornalista formado pela Universidade Mackenzie e graduado em Relações Públicas pela USP. Desde 2004, Fabio escreve sobre a TV brasileira no FABIOTV que atualmente integra o UOL Televisão Blogs e Blogs Legais Convidados do UOL.

Sobre o blog
O blog FABIOTV tem por objetivo discutir a programação da TV brasileira. Novelas, realities, programas de auditório, jornalísticos, esportivos e as últimas novidades da mídia eletrônica ganham destaque.

 
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