"Busão do Brasil" acelera com jogo manjado

 

Olá, internautas

 

A Rede Bandeirantes estreou, nesta sexta-feira (30/07), “Busão do Brasil”, sob comando de Edgard Piccoli.  A emissora foi uma das primeiras do Brasil a apostar no formato “reality show” com o Território Livre em 2000. Naquela ocasião, os participantes não ficavam confinados.

 

Agora, em 2010, o canal aposta no “Busão” para incrementar a faixa das 22 horas. Sem as mansões ou enormes fazendas, a turma dos “viajantes” ficará espremida em um ônibus. 12 concorrentes disputam o almejado prêmio de 1 milhão de reais e a fama instantânea.

 

Na estreia, Edgard apresentou uma série de rapazes e moças com perfis já conhecidos do grande público que já acompanhou 10 edições do “BBB”, 4 da “Casa dos Artistas” e e 2 de “A Fazenda”.  A apresentação dos novos “confinados” utilizou o jogo de luz e de câmera dos realities do SBT e Record. O que espanta nesta primeira temporada do novo programa da Band é o elevado número de tatuados. Até há uma funkeira que revelou não gostar de usar calcinha e tinha o apelido de “Rabundel” pela sua “abundância”. Outra disse que o champanhe deveria entrar na cesta básica dos brasileiros. Um já se definiu como “bad boy e grosso”. No desenrolar da disputa, não será surpresa se descobrirem que tem um bom coração, como Frota e Dourado...Cadu foi o único que demonstrou maior emoção.  

 

Piccoli insistiu, logo no início, no velho papo de “romance”. Já jogou isca para rapazes e moças se conhecerem mais “intimamente”. O telespectador já está vacinado com esse papo furado.

 

Problemas técnicos marcaram a estreia de “Busão do Brasil”. O famoso delay impediu um melhor desenvolvimento da atração. Outro ponto negativo é que a turma já se conhecia antes de entrar no “ônibus mais vigiado do Brasil”. Eles participaram de provas de convivência para o processo seletivo. De 24, passaram 12. Esse primeiro momento foi pouco explorado nesse primeiro programa. Até mesmo, uma “viajante” já sabia que outra companheira era vegetariana. Na estreia, também faltou maior divulgação dos horários diários que exibirão o dia-a-dia dos viajantes.  

 

Piccoli mostrou segurança no comando do reality e seguiu a cartilha de Bial. O “vamos dar uma espidianha” se transformou em “vamos de carona”. Os reality shows já conquistaram o brasileiro e a Band aposta nisso para alavancar as noites das sextas-feiras.

 

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio TV às 23h53
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Globo transforma minissérie em série com "Na Forma da Lei"

 

Olá, internautas

 

A Rede Globo continua a apostar na produção de séries na faixa das 23 horas. Diferente do que ocorreu há três anos, agora a emissora platinada exibe produções com ação e violência na faixa antes ocupada com “Toma Lá Dá Cá”. Saiu “Força-Tarefa” e entrou “Na Forma da Lei”, de Antonio Calmon e dirigida por Wolf Maya.  

 

A abertura e o estilo do logotipo remetem claramente aos seriados norte-americanos. Apesar disso, o texto tem o DNA bem brasileiro. A estrutura da atração segue o ritmo das minisséries. Só que a Rede Globo exibe os capítulos a cada terça e não todos os dias.

 

O elenco é recheado de estrelas da nova geração da emissora, como Ana Paula Arósio, Carolina Ferraz, Henri Castelli, Luana Piovani e Marcio Garcia. Mas quem rouba a cena, de verdade, é o veterano ator  Luis Melo que interpreta o inescrupuloso Senador Viegas, que aliás, morreu no penúltimo episódio veiculado nesta terça (27/07). Calmon explora o submundo da política brasileira em pleno ano eleitoral. Alguns estereótipos aparecem no seriado ao generalizar os políticos.

 

A temática da homossexualidade também dá o ar de sua graça na série. O assunto já virou uma constante nas produções da teledramaturgia nacional. O Delegado Pontes (Mauricio Mattar) e o delegado Sávio (Thiago Reis) mostram esse universo camuflado nas Polícias.

 

Aliás, no capítulo de terça, Sávio foi assassinado à queima roupa em cenas de pura violência gratuita. O seu assassino, Moreira (Ailton Graça), também foi morto por Pontes. O sangue espalhou na tela do telespectador.  É a famosa espetacularização da violência.

 

Marcio Garcia ressurge no vídeo, após o fracasso de Bahuan, em “Caminho das Índias”. O carioca recupera parte do seu brilho no papel de Mauricio. Luana Piovani também é outra que reaparece. Não tão brilhante em uma personagem desafiadora.

 

“Na Forma da Lei” atinge índices semelhantes de “Força –Tarefa 2”, mas inferiores às três temporadas de “Toma Lá Dá Cá”. É mais uma tentativa da Globo em se firmar na produção de séries.

 

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio TV às 11h15
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Band estreia "O Formigueiro" em dia errado

 

Olá, internautas

 

A Rede Bandeirantes estreou, neste domingo (25/07), “O Formigueiro”, sob comando de Marco Luque. O apresentador tem ao seu lado versões formiga de “Louro José” e “Xaropinho”. Tana e Jura aparecem na bancada do comandante, em um cenário bem idealizado, e criam um ar ainda mais inusitado à atração.

 

Nesse primeiro programa, Luque recebeu a cantora Claudia Leitte, que entrou no clima das brincadeiras, e Denílson Show, novo comentarista da casa. Por longas duas horas, “O Formigueiro” apostou em um bate-papo descontraído com os convidados, além de quadros de mágica e até de ciência. Aqui, é impossível não fazer um paralelo com o  “Ciência em Show”, do programa “Eliana”.

 

Marco Luque demonstrou ser um apresentador simpático no vídeo. Ficou bem à vontade na estreia. Um bom talento da nova geração que conquistou o carinho do telespectador no “CQC”.

 

Apesar disso, a Band erra feio ao exibir sua nova aposta em plena guerra dominical. O programa não fará “cócegas” no IBOPE dos programas concorrentes apresentados por Faustão, Gugu e Silvio Santos.

 

Domingo na Band é sinônimo de esporte. A faixa das 19 horas deveria ser do “Terceiro Tempo”. A emissora já cometeu um tremendo micaço com “Quem Pode Mais?", dominical de Daniella Cicarelli que também tinha os jovens como público-alvo.  

 

“O Formigueiro” apresenta um bom formato que não pode ser queimado no domingo. A atração poderia ocupar a faixa das 23 horas das quintas-feiras, após o “Polícia 24 Horas”. Já nesse primeiro programa, ficou nítido que duas horas de duração são um tremendo exagero. Uma hora e meia, no máximo, é o tempo ideal para as peripécias de Luque e suas formigas.  

 

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio TV às 23h27
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Inusitado: Gabi em dose tripla na TV brasileira

 

Olá, internautas

 

Um fato, no mínimo, não convencional ocorre  na nossa tevê. A experiente Marília Gabriela aparecerá em dose tripla a partir de agosto nos lares brasileiros. Gabi já “bate o cartão” no GNT, canal da Globosat, e no SBT.

 

A entrevistadora vai ao ar aos domingos às 22 horas nos domínios da TV por assinatura e, poucos instantes depois, dá o ar de sua graça na emissora de Silvio Santos, por volta da meia-noite.  Em agosto, ela conduzirá o tradicional “Roda Viva”, da TV Cultura.

 

Gabi é uma das principais jornalistas brasileiras. Sua capacidade para obter revelações surpreendentes e inéditas dos entrevistados é inquestionável. Apesar disso, por que o canal da Fundação Padre Anchieta não escolheu outro profissional para comandar o programa de debates, se o mediador não é o principal entrevistador?  

 

Já o SBT acertou na contratação. Um bom programa de entrevista no final das noites de domingo sempre cai bem. Além disso, as famigeradas pegadinhas picantes não condiziam com o espírito “família” do “Programa Silvio Santos” que antecedia as câmeras escondidas enlatadas.   

 

Enquanto isso, o GNT não perdeu uma de suas principais atrações.

 

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio TV às 16h07
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Alexandre Borges brilha na estreia de "Ti-ti-ti"

 

Olá, internautas

 

A Rede Globo garimpou uma das obras clássicas da teledramaturgia nacional. Na última segunda-feira (19/07), estreou o remake de “Ti-ti-ti”, novela de Cassiano Gabus Mendes adaptada por Maria Adelaide Amaral. A nova aposta da emissora platinada terá como missão melhorar a faixa das 19 horas que teve como atração, recentemente, “Tempos Difíceis”, ou melhor, “Tempos Modernos”. Nesses dois capítulos iniciais, fica evidente a marca do diretor Jorge Fernando que conduziu a bem sucedida “Caras & Bocas”. Saíram as tintas e entraram as tesouras na edição das cenas. O ritmo da novela segue no mesmo estilo da obra de Walcyr Carrasco.

 

Saiu o mundo das artes plásticas para a entrada do mundo da moda. Dois personagens que fazem parte da história da novela brasileira voltam repaginados. Jacques Leclair, vivido por Alexandre Borges, e Victor Valentin, interpretado por Murilo Benício, protagonizam "Ti-ti-ti". A abertura de 1985, uma das mais criativas da Rede Globo, ganhou uma repaginação. Com as atuais ferramentas tecnológicas, tesouras, carreteis e linhas ganharam uma versão computadorizada. Mas a ideia da abertura original se manteve intacta.

 

Até aqui, Alexandre Borges brilhou nas primeiras cenas. Bom trabalho do ator. Mergulhou na personagem e promete bons momentos. Já Murilo Benício que até aqui vive a fase Ariclenes lembrou, em diversos momentos, seus papeis cômicos de outras novelas das sete, como Arthur, de “Pé na Jaca”. A dicção é a mesma. Isso já ocorreu com Antônio Fagundes na mal sucedida “Tempos Modernos”. Juvenal Antena reencarnou em Leal. Claudia Raia, que vive Jaqueline, também já conquistou a atenção do público nos dois primeiros capítulos. 

 

O elenco é recheado de atores experientes mesclados com diversos da nova geração. Muitos passaram por “Malhação”, como o ator Caio Castro. Outra que volta para a faixa das 19 horas é a atriz Isis Valverde. A mineira roubou a cena em “Beleza Pura” com a espevitada Rakelli. Agora vive a doce Marcela.

 

A novela comporta muitos personagens. No decorrer da trama, alguns atores importantes poderão ser “esquecidos”. A autora Maria Adelaide misturou “Ti-ti-ti” e “Plumas e Paetês”. Mas isso pode ser apenas uma leve impressão devido à semana de estreia.

 

Gustavo Leão e André Arteche vivem o casal homossexual Osmar e Julinho. O tão badalado “beijo” entre os dois rapazes não deverá acontecer. Osmar morre logo nesses primeiros capítulos. Gustavo não deu tom afeminado ao personagem. Já Arteche deu um toque mais sensível. A história se desenvolve com sutileza.

 

“Ti-ti-ti” reúne bons elementos para alavancar a faixa das 19 horas da Rede Globo.

 

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio TV às 10h31
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


"PopCornTV" representa desprezo pelas tardes da TV brasileira

 

Olá, internautas

 

A Rede Bandeirantes ganhou bom destaque em 2010 com sua nova programação da faixa nobre. A Liga, Polícia 24 horas, Band Mania e Tribunal na TV deram conta do recado.

 

Todo o bom clima da nova grade poderia ter respingando nas tardes da emissora do Morumbi. Escrevi “poderia”. Na última segunda (12/07), estreou o fatídico “Popcorn TV”, sob comando de Otavio Mesquita e Luize Altenhofen. E o pior. A Band teve coragem de comprar esse formato criado por produtores franceses.

 

Otávio só entra em “geladas” nos últimos tempos. Recentemente comandou “Zero Bala” também ao lado de outra modelo, Daniela Cicarelli. Programa fracassado. Agora, apresenta outro da mesma estirpe.

 

“PopCorn” contempla uma série de pegadinhas enlatadas sem graça. As chamadas “câmeras escondidas” aparecem como uma erva daninha pavorosa que destrói a programação da TV brasileira. Essa estratégia já surgiu nos domínios da Rede Record com o “Programa da Tarde”, de Maria Cândida. Atração para ser esquecida no fundo do baú.

 

Entre uma “pegadinha” e outra, Otávio e Luize interagem, em um cenário de tom laranja, com uma mini platéia. Pó pó ró ró pó pó pó  PopCorn! Luize só aparece no palco após ser chamada por Otávio. Nesse momento, os câmeras mostram o corpo de Luize. A modelo surge para embelezar o programa ao lado do apresentador grisalho. Sua função é essa.

 

“PopCornTV” é o maior símbolo de como os diretores das emissoras menosprezam as tardes da TV brasileira.

 

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio TV às 19h21
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Prostituição toma conta dos programas jornalísticos

 

Olá, internautas

 

A prostituição tomou conta dos programas jornalísticos da TV brasileira. Nos últimos  meses, “Profissão Repórter”, da TV Globo, “A Liga”, da Band, e “Conexão Repórter, do SBT, mostraram o mundo difícil da chamada “vida fácil”.

 

Em 2003, tive a oportunidade de escrever um livro-reportagem sobre o tema. “Sonhar não custa nada: uma visão da prostituição na cidade de São Paulo” foi meu trabalho de conclusão do curso de Jornalismo na Universidade Mackenzie.  Na época, o “SuperPop”, de Luciana Gimenez, já abordava corriqueiramente o assunto. Anos depois, continuou a explorar entrevistas com os profissionais do sexo. Recentemente, a pauta não aparece na atração da RedeTV! como em outros tempos. Isso por enquanto.

 

Agora, garotas de programa, garotos de programa e travestis ganham espaço nos jornalísticos da Globo, SBT e Band. Em “A Liga”, um fato curioso ocorreu. Segundo a edição, a jornalista Tainá Müller acompanhou o dia-a-dia da acompanhante de luxo Sabrina. Só que vazou na internet que a tal garota, na verdade, é travesti. Ela teria operado e cortado, digamos assim, o “instrumento”. Isso sequer foi levantado no programa. Poucas semanas depois, a atração da Band voltou a apostar na comunidade das “bonecas”.

 

As (escrevo “as” mesmo) travestis também conseguiram seu espaço no programa de Caco Barcellos. Um jovem repórter mostrou uma violenta cena de agressão cometida por uma boneca contra um interessado em seus serviços sexuais. O programa da Rede Globo também acompanhou a rotina das prostitutas.

 

Já o “Conexão Repórter” utilizou a pauta já algumas vezes em curto espaço de tempo. Depois de exibir cenas de sexo entre um padre e ex-coroinha nas polêmicas reportagens sobre a pedofilia na Igreja Católica em Alagoas, o jornalístico do SBT enfocou a prostituição. Nesta quinta (15/07), mais uma vez, Roberto Cabrini explorou a temática. A ideia era apresentar os “clubes privados de diversão”. Apesar disso, a ideia surgiu em apenas um bloco. Grande parte do programa voltou a exibir reportagens com travestis, “michês” e “putas” nas ruas de São Paulo.

 

Abordar a prostituição e discutir sua legalização é interessante. Só que explorar o assunto várias vezes com o objetivo apenas de obter alguns pontos a mais no IBOPE demonstra falta de criatividade das equipes envolvidas nos jornalísticos.

 

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio TV às 22h27
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
 
Sobre o autor
Fabio Maksymczuk de A. Brito é jornalista formado pela Universidade Mackenzie e graduado em Relações Públicas pela USP. Desde 2004, Fabio escreve sobre a TV brasileira no FABIOTV que atualmente integra o UOL Televisão Blogs e Blogs Legais Convidados do UOL.

Sobre o blog
O blog FABIOTV tem por objetivo discutir a programação da TV brasileira. Novelas, realities, programas de auditório, jornalísticos, esportivos e as últimas novidades da mídia eletrônica ganham destaque.

 
Histórico


 
Outros sites